segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Galho de árvore cai e por pouco não causa uma tragédia.

      No jardim da Urbis I conhecida como "Jaqueirão" uma galha enorme de uma jaqueira caiu ontem a tarde no lugar onde constantemente passam pessoas. Na hora da queda se alguém estivesse passando provavelmente teria sido vitima fatal.
      O motivo de está fazendo essa postagem, é o descaso do Poder Público com essa praça. Há muito tempo que essa praça não passa por reforma e as árvores não são podadas e nem passam por vistorias técnicas para a valiar suas condições. Recentemente fizeram um banheiro no meio da praça. Ou seja, até o local do banheiro foi mau escolhido, Quem fez? Funcionários da prefeitura. Essa praça tem várias árvores precisando de uma vistoria técnica e podagem por terem muito tempo de vida e nenhum cuidado. Ali, é um lugar frequentado por muita gente inclusive crianças. Cadê as secretarias competentes? Os secretários, o que fazem e por onde andam que não ver a situação dessa praça? Acho que está na hora do Gestor olhar um pouco pra essa localidade. 
     Deixando mais uma dica para o Sr. Prefeito. Coloque uma lombada "quebra-molas" ao lado do mercadinho em frente ao posto de gasolina que está precisando. Vê se não deixa pra colocar depois que morrer alguém atropelado, viu!
  




Alex Silva

Juazeiro – Torcida lota estádio em Jogo Solidário e encerra partida antes do tempo


A torcida lotou o estádio impediu o inicio do jogo no horário e encerrou a partida.


Jogo Solidário - Juazeiro - BA - foto- Raimundo Mascarenhas (54)
Muita gente sentou a beira do gramado e ficou muito fácil a invasão.
O Estádio Adauto Morais na cidade de Juazeiro, Norte da Bahia recebeu no inicio da noite de sexta-feira,26, um público que segundo a imprensa local, em termo de quantidade, só ocorreu em 2001 na final do campeonato Baiano, quando a equipe do Juazeiro Social Clube perdeu o titulo para o Bahia.Para a partida do Jogo Solidário foi disponibilizado 5 mil ingressos ao custo de R$ 5, mas logo esgotou.
Jogo Solidário - Juazeiro - BA - foto- Raimundo Mascarenhas (33)
O motivo foi a grande oportunidade dos torcedores juazeirenses verem ao mesmo tempo os conterrâneos que brilham no futebol brasileiro e mundial jogando uma partida, como foi o caso de Daniel Alves lateral do Barcelona e seleção Brasileira, ele que promoveu o jogo beneficente denominado “Futebol Solidário” e convidou Nixon atacante do Flamengo, Petros do Corinthians e a jogadora Carol que atua a dois anos nos Estados Unidos e também serve a seleção brasileira Sub-20, onde já disputu dois mundiais.
Os capitães Daniel e Carol ao lado do trio de árbitro.
Os capitães Daniel e Carol ao lado da equipe arbitragem.
De um lado os amigos de Daniel Alves, ele mesmo que ficou com a incumbência de organizar os uniformes e mandou confeccionar nas cores verde e laranja,ambos com escudo do Barcelona, ele escalado com a camisa 10 verde, ao lado de Nixon no ataque, enquanto Petros e Carol na dupla de ataque pela equipe laranja.
Jogo Solidário - Juazeiro - BA - foto- Raimundo Mascarenhas (35)
A equipe verde além de Daniel e Nixon contou com Janilson, Ney Alves, Alan, Nixon (pai), Ricardo Rocha, Mário Sérgio, Osnitei, Júnior Carnaíba, Railson, Nino Guerreiro, Anderson, Gonga, Luciano, Rodrigo Galvão, Cocada, Salvador e o coiteense Léo Zaruk. A equipe laranja além de Petros e Carol contou com Vítor, Lelito, Lelé, Túlio, Ricardo Mamãe, Jáder, William, Lucas, Josvelk, França, Alan Caraíba, Rincon, Ailton, Bruno, Tinho, Ciel, Neném, Dedé, Bêu, Bordon e Márcio Silva.
Saída dos vestiários
Saída dos vestiários
A euforia deu espaço a desorganização, pois, antes da partida começar aconteceu um confronto na preliminar envolvendo os veteranos de Juazeiro x Petrolina, o jogo acontecia, mas as atenções estavam voltadas para as grandes estrelas, e, dentro da área correspondente ao campo de jogo a expectativa era que estivesse apenas o quadro móvel com a coordenação do jogo, atletas, e torcedores que compraram camisa no valor de R$ 50 tendo direito a cadeira a beira do gramado e fotografia com as estrelas, mas não foi isso que aconteceu,facilitaram a entrada de centenas ou milhares de pessoas que tirou o brilho do espetáculo, a começar com a chegada dos atletas aos vestiários que tiveram que autografar e posarem para fotos, enquanto se vestiam, e o pior estaria por acontecer, a grande multidão entrou para o gramado e mais uma vez a situação ficou complicada, Daniel que tinha o objetivo de cumprimentar a torcida circulando os espaços do gramado, até tentou, mas sumiu ao meio dos eufóricos torcedores.
Jogo Solidário - Juazeiro - BA - foto- Raimundo Mascarenhas (21)
Léo Zaruk de Coité ao lado direito de Daniel. Ele marcou um gol mas foi marcado impedimento.
Os torcedores que estava nas arquibancadas querendo ver o jogo começaram a vaiar os que atrapalhavam o inicio da partida, Daniel voltou para o vestiário e só retornou quando os torcedores evacuaram para a borda do gramado, mais uma vez tirando a visão daqueles que estavam nos alambrados, mas o jogo foi iniciado.O zagueiro do time verde Ney Alves foi o principal coordenador do evento, ele lamentou o ocorrido e justificou que as pessoas não cumpriram o que foi determinado e a consequência foi uma quantidade de pessoas dentro de uma área que não deveriam e não foi possível o controle por parte da PM e da Guarda Municipal.
Jogo Solidário - Juazeiro - BA - foto- Raimundo Mascarenhas (29)
Em campo 21 jogadores e uma jogadora, a Carol Baiana como é conhecida mostrou que será a herdeira do trono da atleta Marta, com dribles desconcertantes e lançamentos precisos levou o público ao delírio do inicio ao fim, ela disse ao Calila Noticias que pela primeira vez entrou em campo para enfrentar homens, e foi encarada de igual para igual nas disputas de bola.Seu time sofreu o primeiro gol com Nino Guerreiro, depois de receber um lançamento de Daniel Alves. Não demorou muito e Lucas empatou para o time laranja da capitã Carol Baiana. O artilheiro Nino Guerreiro voltou a colocar seu time em vantagem e o flamenguista Nixon ampliou para 3 x 1 na primeira fase.
Jogo Solidário - Juazeiro - BA - foto- Raimundo Mascarenhas (90)
Parecia que os laranjas seriam goleados, mas graças a sua capacidade técnica ao lado de Petros, o time virou o placar 4 a 3. A reação iniciou com Ailton, maior artilheiro da história do Juazeiro Social Clube, e em seguida Carol Baiana, empatou. Euler virou, mas Nixon voltou a marcar definindo o placar em 4 x 4. Na comemoração a torcida invadiu o gramado e sem nenhuma condição de jogo o arbitro finalizou a partida faltando pelo menos 15 minutos.
Jogo Solidário - Juazeiro - BA - foto- Raimundo Mascarenhas (69)
Daniel tentou várias vezes, mas saiu de campo sendo único dos quatro a não marcar, embora tenha chutado a gol mais que Carol, Nixon e Petros juntos. Ele disse ao Calila Noticias que foi muito bom o jogo independentemente dos transtornos, pois era uma partida beneficente e conseguiu o objetivo que era uma boa arrecadação para a instituições sociais de Juazeiro e foi alcançada.” A gente lamenta pelo que ocorreu antes e depois do jogo, mas o importante é que não teve incidente nenhum e os jogadores na medida do possível atenderam as pessoas que buscavam uma foto ou autógrafo” disse Daniel.
Show Solidário
No destaque Edson Oliveira pai de Wallace do Flamengo ao lado de Daniel. O vocalista é Ney Alves do Forró da Hora.
No destaque Edson Oliveira pai de Wallace do Flamengo ao lado de Daniel. O vocalista é Ney Alves do Forró da Hora.
O zagueiro Ney Alves irmão de Daniel, que começou jogando pela equipe verde tinha a sua principal missão depois do jogo, levar a alegria através da música no Espaço Depozzito, ele que dirige a banda Forró na Hora mostrou seu talento e entrosamento com o grupo apresentado um repertório que não permite ninguém ficar parado.No meio do público estava Daniel Alves atendendo a todos que solicitavam uma foto ou autógrafo. (VEJA OUTRAS FOTOS)
Redação CN * fotos: Raimundo Mascarenhas

domingo, 28 de dezembro de 2014

Bienal, homenagens e Plano Estadual marcam cenário cultural

InfoSecult

O ano de 2014 já pode ser considerado um ano histórico para a cultura na Bahia. Mais de quatro décadas se passaram para que fosse rompido um dos hiatos deixados pela ditadura militar e se retomasse a Bienal da Bahia. Para dar voz à arte silenciada, artistas do Brasil e de diversos países, ao lado de um público de 75 mil pessoas, movimentaram Salvador e mais de 20 municípios baianos durante 100 dias.


O público pôde vivenciar uma arte e uma programação que fugiu aos formatos convencionais e elegeu como pontos expositivos de galerias a igrejas, de museus a fábricas abandonadas, de ateliês a espaços comunitários em bairros populares. “A Bienal dialogou com a interessante história cultural da Bahia rememorando episódios quase esquecidos, mas se abriu obrigatoriamente ao presente e ao futuro”, afirma o secretário de Cultura, Albino Rubim.

A Bahia fez história também ao ser o primeiro estado do país a aprovar, na Assembleia Legislativa, o Plano Estadual de Cultura. O documento garante estabilidade às políticas culturais pelos próximos dez anos - um compromisso que vai além da atual gestão - assim como o Plano Estadual do Livro e Leitura e a Política Setorial de Museus.

Homenagens

O centenário de nascimento de Dorival Caymmi foi festejado com programação que teve início no Carnaval da Cultura e continuaram até o fim do ano. A beleza do Abaeté e os mistérios de Itapuã, bairro mais cantado pelo artista, protagonizaram a festa na data de aniversário do compositor, 30 de abril. Nos espaços culturais da Secult foram realizados mostra de vídeo, shows e exposições.

Claudia Cunha, Orquestra Sinfônica da Bahia, Balé Teatro Castro Alves, Orquestra Rumpilezz, Orquestra da Fundação Cultural do Estado da Bahia, Saulo e Luiz Caldas subiram ao palco do Teatro Castro Alves (TCA) para homenagear, em diferentes espetáculos, o artista que ajudou a escrever, com notas musicais, a identidade da Bahia e dos baianos. Também no TCA, a reverência virou festa familiar em um show repleto de emoção em que Danilo, Dori e Nana cultivaram a memória e o repertório do pai.

O Pelô, que homenageou Caymmi no Carnaval, abriu seus palcos e praças para aplaudir os 40 anos do Ilê Aiyê e o aniversário de tradicionais blocos de matriz africana. Considerado o espaço mais seguro da festa de Momo, o Centro Histórico vestiu-se com as cores e ritmos da diversidade durante a Copa do Mundo. Seus largos e ladeiras receberam passos de gente dos mais distantes países, que conheceram de perto a tradição dos festejos juninos e participaram de alguns dos mais de 1.100 shows de variados ritmos musicais que animam o Pelourinho durante os 12 meses do ano.

A beleza do Carnaval reluziu no brilho das mais de 100 entidades que desfilaram no Carnaval Ouro Negro, na criatividade dos microtrios do Carnaval Pipoca e na originalidade do Palco do Rock e da festa de Mascarados de Maragojipe. Os projetos apoiados desenvolvem ações que reverberam nas comunidades o ano inteiro. “O Carnaval Ouro Negro abraça grupos e entidades culturais que, além do Carnaval, desenvolvem trabalhos sociais e culturais em suas comunidades”, afirma a diretora do Centro de Culturas Populares e Identitárias da Secult, Arany Santana.

Caravana cultural

Em sintonia com a diretriz de aprofundamento da territorialidade da cultura, a Secult desenvolveu projetos em todo o estado. A IV Caravana Cultural foi conhecer de perto a cultura fértil que brota no terreno seco de 12 municípios do semiárido. Criadas em 2012, as caravanas já passaram por 34 municípios de oito territórios de identidade do sertão e das regiões oeste e sul da Bahia.

Por meio deste e de projetos como o Funceb Itinerante, que visitou todos os 27 territórios de identidade, a secretaria pôde elaborar políticas culturais em sintonia com as necessidades de cada lugar. Por meio do Funceb Itinerante, desde 2011 foram percorridos mais de dez mil quilômetros e estabelecido contato direto com mais de mil artistas, produtores e agentes culturais.

Financiamentos

Principal fonte de financiamento cultural na Bahia, o Fundo de Cultura apoiou 2.317 projetos e investiu R$ 197,1 milhões, entre 2007 e 2014. Neste período, foi ampliado significativamente o investimento do Fundo, passando de R$ 15 milhões em 2007 para R$ 42,5 milhões atualmente.

Com o aumento de recursos para o FCBA, o número de projetos contemplados cresceu quase 1.000% e pôde alcançar muitas áreas culturais em todos os 27 territórios de identidade da Bahia. Em 2006, apenas 11,76% dos projetos selecionados tinham proponentes do interior do estado. Já em 2014, o percentual cresceu para 47,98%.

Projetos

Gente de todos os cantos da Bahia também passou a ser vista e alcançou a tão sonhada cidadania através de programas como o 'Cultura Viva'. Em maio de 2014, os pontos de cultura de todo o estado se reuniram em Salvador, compondo uma verdadeira teia, que vai da cultura afro ao teatro, do samba de roda à literatura de cordel, passando pela zambiapunga e muitas outras manifestações culturais.

Essas manifestações ganharam espaço durante todos os meses do ano. Em março, os 50 anos do golpe militar e os 30 anos das Diretas Já pautaram uma semana de debates sobre autoritarismo e democracia no mês de março, no 'III Fórum do Pensamento Crítico: Autoritarismo e Democracia na Bahia'. O 'Agosto da Capoeira' reuniu mestres e alunos do Brasil e de diversos países no Forte de Santo Antônio Além do Carmo, o Forte da Capoeira. Setembro foi o mês da Semana do Audiovisual Baiano Contemporâneo e do retorno do projeto 'Quarta que Dança'.

Em outubro, a celebração foi das Culturas dos Sertões. Mulheres de todo o país se reuniram no Encontro Nacional Mulher e Cultura. Em novembro, o Encontro das Culturas Negras abriu as portas para o registro especial de dez terreiros de candomblé de Cachoeira e São Félix. Novembro também foi o mês de homenagear organizações e personalidades de importante contribuição para a Bahia com a Comenda do Mérito Cultural, e de abertura da Temporada Verão Cênico, que este ano trouxe o circo como novidade na alta estação.

O ano também foi de celebração pelas três décadas da Escola de Dança da Fundação Cultural do Estado da Bahia. Os 30 anos de empenho na formação e qualificação de pessoas inspiram essa que é uma das prioridades da Secult, na busca pela organização do campo cultural, por meio de sua institucionalização.

Inaugurado neste ano, no Forte de Serviços Criativos, o escritório Bahia Criativa é outro espaço voltado para a qualificação profissional. Esta nova visão, em que riqueza cultural é sinônimo de cidadania e de desenvolvimento econômico, pauta também os procedimentos democráticos do campo cultural. Em dezembro, toda a sociedade pode contribuir com as metas do Plano Estadual de Cultura da Bahia, via consulta pública que está sendo realizada no site da Secult, de 12 de dezembro de 2014 até 31 de março de 2015.

sábado, 27 de dezembro de 2014

Aneel define ‘bandeira vermelha’ para todo o país, e custo de energia elétrica sobe

                BRASÍLIA - A partir de 1º de janeiro, as contas de energia elétrica serão acrescidas de um custo extra de R$ 3 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos devido à situação dos reservatórios. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informou nesta sexta-feira que a bandeira tarifária de cor vermelha foi fixada para os consumidores de todo o país, com exceção dos estados do Amazonas, Amapá e Roraima – que ainda não integram o Sistema Interligado Nacional (SIN). As distribuidoras de energia deverão arrecadar cerca de R$ 800 milhões extras em janeiro, com a bandeira vermelha. A estimativa é que, no caso da bandeira amarela, a receita extra seja de R$ 400 milhões.

                Na semana passada, o diretor-geral da Aneel, Romeu Rufino, havia adiantado que, muito provavelmente, as contas de energia elétrica passariam a ser acrescidas desse custo de R$ 3 a cada 100 kWh em janeiro. Pela falta das chuvas neste ano, todos os submercados no país estão com bandeira vermelha neste mês de dezembro. Mas as tarifas só passarão a ser cobradas efetivamente a partir de janeiro.

                O sistema de bandeiras tarifárias funciona como sinais de trânsito. As cores verde, amarela e vermelha indicam se a energia custará mais ou menos em função das condições de geração de eletricidade, para os quatro subsistemas do Sistema Interligado Nacional. Ao longo de 2014, a Aneel testou o sistema de bandeiras, mas ainda sem a cobrança das tarifas. A bandeira permaneceu vermelha em todo o Brasil durante o ano, exceto no submercado Sul em julho, refletindo a falta de chuvas e acúmulo de água nos reservatórios.

                “Em caráter educativo, a Aneel divulgou, mês a mês, as bandeiras tarifárias que estariam em funcionamento nesse período. Além disso, as distribuidoras de energia comunicam, na conta de energia, a aplicação das bandeiras para suas regiões”, informou a agência.

                A bandeira amarela significa “condições de geração menos favoráveis”, com acréscimo de R$ 1,50 a cada 100 kWh consumidos. Já a verde significa que as condições de geração de energia são favoráveis e não implica acréscimo na tarifa.

                Na semana passada, o diretor da Aneel, André Pepitone, ponderou que a cobrança da bandeira tarifária não significará, na prática, custos extras para os consumidores, uma vez que ela antecipará e diluirá no tempo efeitos que já ocorreriam no reajuste tarifário anual.

A agência publicou ainda o calendário de divulgação das bandeiras em 2015:

Fevereiro 30/janeiro

Março 27/fevereiro

Abril 27/março

Maio 30/abril

Junho 29/maio

Julho 26/junho

Agosto 31/julho

Setembro 28/agosto

Outubro 25/setembro

Novembro 30/outubro

Dezembro 27/novembro


Janeiro/2016 23/dezembro

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Cidade dos EUA abre processo contra Petrobrás e Graça Foster

© Marcos de Paula/Estadão


NOVA YORK - O município de Providence, capital do Estado americano de Rhode Island, entrou na véspera de Natal com um processo contra a Petrobrás, sua administração, duas subsidiárias internacionais e 15 bancos envolvidos na emissão e venda de papéis da companhia. A presidente da empresa, Graça Foster, e o diretor financeiro, Almir Barbassa, aparecem como réus, além de outros 11 executivos, de acordo com cópia do processo obtida pelo ‘Estado’, que tem 70 páginas e foi elaborado pelo escritório Labaton Sucharow, com sede em Nova York.  A notícia chega depois de a empresa ter sido alvo de outras três ações coletivas nos Estados Unidos em dezembro, movidas por fundos e grupos de investidores individuais.  A alegação da cidade de Providence é que o município teve prejuízo ao investir em títulos da Petrobrás, que perderam valor por causa das denúncias de corrupção e do consequente atraso da publicação do balanço do terceiro trimestre. Como ocorreu com as demais ações, a avaliação é que a empresa não informou o mercado sobre o pagamento de propinas e o esquema de lavagem de dinheiro que ocorriam em sua administração, colocando o dinheiro dos investidores deliberadamente em risco (leia box ao lado). Procurada, a Petrobrás informou que “não foi intimada da mencionada ação”. O processo foi aberto na Corte de Nova York, onde correm as demais ações coletivas contra a petroleira. A diferença é que os investidores questionam perdas com as American Depositary Receipts (ADRs), que são recibos de ações da empresa brasileira listados na Bolsa de Valores de Nova York, enquanto a cidade de Providence alega perda com papéis de renda fixa, emitidos pela Petrobrás no mercado internacional para financiar seu plano de investimentos. Executivos como réus. Outra diferença é que as ações dos investidores processam a Petrobrás, enquanto a de Providence inclui a administração, subsidiárias da empresa que emitiram bônus no exterior e 15 bancos que participaram da emissão desses papéis. O processo cita, em sua capa, como réus, além de Graça Foster e Barbassa, outros nomes da administração, que incluem José Raimundo Brandão Pereira, Mariângela Monteiro Tiziatto e Daniel Lima de Oliveira. Também estão incluídas duas subsidiárias da empresa brasileira no exterior, a Petrobrás International Finance Company, de Luxemburgo, e a Petrobrás Global Finance BV, com sede na Holanda, que foram as companhias emissoras dos bônus vendidos no exterior. A ação da Providence se refere aos bônus comprados entre janeiro de 2010 a novembro de 2014 e outros investidores que aplicaram em papéis da Petrobrás neste período também podem aderir ao processo. Neste período, a Petrobrás emitiu cerca de US$ 98 bilhões em papéis, entre renda fixa e ações, de acordo com estimativas da cidade.  Uma das acusações da ação é que, dentro do esquema de corrupção, a Petrobrás inflou os valores de ativos em seu balanço para esconder o recebimento de propinas e, além disso, o material distribuído aos investidores durante as ofertas dos bônus possui um conjunto de informações enganosas e pouco precisas, que omitem, por exemplo, as práticas de corrupção na petroleira. A cidade de Providence tem um fundo dos funcionários públicos atuais e aposentados, com cerca de US$ 300 milhões aplicados em ações, renda fixa e outros investimentos. O processo não menciona quanto a cidade investiu especificamente na Petrobrás. /Colaborou Vinícius Neder