terça-feira, 20 de março de 2012

1ª SESSÃO ORDINÁRIA DE 2012 SAPEAÇU/BA

CÂMARA MUNICIPAL DE SAPEAÇU.
1ª SESSÃO ORDINÁRIA DE 2012.

Podemos notar que a câmara está reformada. Pois é, dois anos do vereador Temístocles de Araújo Lopes Neto como presidente duas reformas. Será que o poder legislativo não tem como adquirir uma câmara própria com o dinheiro de reformas e alugues? Perguntar não ofende. Pois, faço críticas à administração pública e sou criticado por isso. Mas, se não gostam de serem criticados procurem fazer as coisas certas. Porque sabemos que o aluguel de um prédio como esse e as reformas que fazem todos os anos daria para financiar uma câmara própria.
A sessão não teve muita novidade. O assunto foi às emendas modificativas e supressivas que os vereadores tanto os de oposição quanto os da situação fizeram e aprovaram para a doação das casas populares que estão sendo feitas há quase quatro anos atrás do bairro do Jaqueirão. Essas emendas tirariam do projeto de doação à concessão de 10 anos que o prefeito colocou no projeto. Ou seja, essa concessão daria ao povo o poder de uso por dez anos dessas casas, depois desses dez anos, o prefeito da época terá que mandar outro projeto para que a câmara aprove novamente a doação das casas às pessoas que as residem.
No dia que o projeto foi enviado à câmara os vereadores inclusive os de situação criaram as emendas achando que o projeto poderia prejudicar os moradores daqui a dez anos. Então, eles fizeram essas emendas e mandaram o projeto para que o prefeito analisasse e enviasse novamente à câmara para que ele fosse aprovado.
Só que hoje os vereadores tiveram uma surpresa. O prefeito vetou as emendas justificando que elas são inconstitucionais. Cabem agora os vereadores decidirem o que fazer. Uma vez que, foram eles em consenso fizeram as emendas, e juntos têm o poder de anular o veto do prefeito e aprovar o projeto do jeito que for melhor para a população.    
         Podemos notar também que os copos foram trocados, de vidros para plásticos. Por causa da violência que eles estavam representando nas mãos de alguns vereadores. Pois, eles já serviram de armas em discussões e brigas já mostradas anteriormente nesse blog.

   

Alex Silva

quinta-feira, 15 de março de 2012

As mudanças na legislação e a tragédia dos comuns

(Rio Paraguaçu)                Foto Alex Silva
"Enquanto os produtores parecem só pensar no aumento da sua própria área, não vêem que a perda dos serviços coletivos vai mais cedo ou mais tarde levar à queda de produtividade também. Seria um baita tiro no pé; tragédia dos comuns clássica."
Por que esta questão parece mais atual que nunca no Brasil?

Os “commons” da nossa história são a nossa água (nossos rios, lagos e mares), os ambientes críticos como margens dos rios e encostas florestadas, a nossa atmosfera, a nossa biodiversidade. Tudo isso são recursos compartilhados que geram serviços ambientais para todos. A água é essencial para tudo, claro, inclusive para a própria agricultura. Proteger as margens dos rios protege sua qualidade, e impede seu  açoreamento e degradação. As florestas protegem os solos contra a erosão, e nos morros impedem tragédias como as que tantas vezes temos visto em encostas desmatadas e irresponsavelmente ocupadas. As florestas em geral melhoram a qualidade do ar e os microclimas locais e regionais. Além disso preservam grande parte do que ainda resta de biodiversidade e portanto os serviços que ela presta, incluindo a polinização de muitas culturas agrícolas. Por último mas não menos importante, os habitats naturais ajudam a mitigar as mudanças climáticas, que entre outras coisas obviamente podem ter efeitos desastrosos sobre a produção agrícola.

Toda vez que se protege um “common” assim através de uma Área de Preservação Permanente (no caso do Código Florestal) ou de uma Unidade de Conservação, o que está sendo feito é 
deixar a área em questão fora da lógica desastrosa da tragédia dos comuns. Por outro lado, enfraquecer o código ou permitir exploração de recursos em uma reserva significa entregar mais e mais áreas para esta situação. É difícil imaginar que um agricultor que seja autorizado a plantar até a beira do rio vá dar tanto valor à manutenção dos serviços ambientais coletivos quanto ele dará para o aumento do seu lucro. Isso equivale a mergulhar de cabeça na tragédia dos comuns, e é uma receita certa para o desastre. Não só ambiental, mas econômico também. É óbvio que muito da alta produtividade agrícola que temos é possível justamente porque temos serviços ambientais razoavelmente protegidos. Enquanto os produtores parecem só pensar no aumento da sua própria área, não vêem que a perda dos serviços coletivos vai mais cedo ou mais tarde levar à queda de produtividade também. Seria um baita tiro no pé; tragédia dos comuns clássica.

E quanto a descentralizar o licenciamento ambiental, passando-o de um órgão federal para órgãos estaduais ou municipais? Os problemas trazidos por isso são um  pouco mais sutis, mas podem ser facilmente entendidos se pensarmos no que foi falado acima sobre o efeito da escala sobre a intensidade da tragédia dos comuns. Serviços ambientais frequentemente são difusos, em grandes escalas, e não respeitam divisas estaduais ou municipais. É mais fácil perceber sua importância quando pensamos no todo – no país, ou mesmo do nosso planeta. Já os benefícios individualizados são mais fáceis de perceber na escala local, por cada um dos interessados. Por isso, numa escala estadual ou municipal os órgãos ambientais estariam muito mais expostos às pressões locais para licenciar empreendimentos desastrosos, enquanto seriam menos capazes de perceber os efeitos prejudiciais de tais decisões. É difícil acreditar, aliás, que isso não seja exatamente o que está por trás deste tipo de proposta. Mais uma vez, os prejuízos seriam coletivizados, seriam de todos nós.

Modernidade ou retrocesso?
"...o que estamos vendo nada mais é do que a velha pressão de alguns para se apossarem do que é de todos. Isso não acaba nada bem, até Aristóteles já sabia. "
O que está acontecendo, então, esta sanha de ataques à legislação ambiental, pode até ter algo de novo, mas não tem nada de moderno. O que há de novo, no fundo, é apenas a intensidade da pressão. Com uma população maior do que há décadas, e uma economia muito maior e ainda desperdiçadora, a pressão sobre os recursos naturais vêm crescendo imensamente no Brasil nos últimos anos. Fora isso, não se iluda: o que estamos vendo nada mais é do que a velha pressão de alguns para se apossarem do que é de todos. Isso não acaba nada bem, até Aristóteles já sabia. Mas nós nem sempre percebemos, em parte porque no Brasil existe aquela triste cultura de que “o que é de todo mundo não é de ninguém”. É preciso parar com isso. Isso já fez mal demais ao nosso país, e não deixemos que faça mais. O que é de todo mundo é de cada um de nós. As APPs e os Parques Nacionais são nossos. São meus, são seus e de todos nós, e precisamos cada vez mais deles.

É claro que abraçar a tragédia dos comuns é apenas um dos aspectos das mudanças propostas para a legislação ambiental brasileira. Há outros aspectos, mas é preciso ter muita clareza do que, no todo, essas propostas representam. Como os grandes ecólogos brasileiros Thomas Lewinsohn (da UNICAMP) e Jean Paul Metzger (da USP) perguntaram no título de um artigo recente na 
Science: “Legislação ambiental brasileira: a toda velocidade em marcha a ré?”. Esta é a questão com que nos defrontamos hoje. Estamos diante de uma imensa tentativa de retrocesso.

Hoje, o Brasil parece ser visto pelo mundo como o país da oportunidade. É interessante pensar por que. O bom momento econômico do nosso país se deve fundamentalmente ao bônus demográfico (ver “Nunca é por causa da demografia”, aqui em O Eco), mas  também tem ajudado a alta demanda internacional por commodities e matérias primas cada vez mais escassas e que ainda temos aqui. Não se iluda, estamos em um momento bom não por causa de nossa tecnologia ou inovação, mas sim porque fomos capazes de conservar nossos recursos naturais melhor do que as economias envelhecidas e exauridas dos países “desenvolvidos”. Não faz mais sentido querermos reproduzir a trajetória dos europeus, e nos “desenvolvermos” (ênfase nas aspas) à custa da destruição dos nossos recursos naturais. 
Nós estamos bem porque ainda temos o que eles não tem mais. Modernidade hoje é ter um país com um meio ambiente tão equilibrado quanto possível, e que invista em tecnologia capaz de gerar qualidade de vida sem destruir, porque são essas coisas que o mundo cada vez mais desesperadamente está procurando. Não matemos nossa galinha dos ovos de ouro. Mudar a legislação para diminuir a proteção aos nossos serviços ambientais não é ser moderno – é perder o trem da história.

quarta-feira, 14 de março de 2012

1ª Conferência do Meio Ambiente de Sapeaçu.


 


      Depois de tanto tempo de luta em favor do meio ambiente pela sociedade organizada de Sapeaçu, o governo municipal, trás esse tema como algo novo a ser discutido pelos governos e cidadãos.
     A palestra foi ótima, porem, atrasada. Porque há alguns anos atrás o MOVA-SE cansou de fazer palestra com esses mesmos conteúdos; aquecimento, efeito estufa, desperdício de água, energia, uso de venenos descriminados no agronegócio e agricultura familiar. Além da preservação das árvores e de plantio de novas em lugares desflorestados. E era criticada por muito do governo municipal, achando que, o que estava sendo feito era coisa de apaixonados pela natureza, por quem venera a natureza a ponto de retardar o “progresso”.      Mas, hoje se vê a importância do que era feito.
     A conferência foi muito proveitosa. E espero que as propostas que ali foram elaboradas com a participação da comunidade, não fiquem apenas no papel, e, que elas sejam atendidas. Pois, sabemos que muitas dessas conferências são apenas para gerar números. E consequentemente trazer recursos para os políticos fazerem politicas e não atenderem as necessidades comuns.
    O primeiro passo foi dado, cabe à população participar mais, e cobrar para que os resultados apareçam. Não devemos esperar muito dos nossos governantes. Porque já vimos do que são capazes para se alto beneficiarem. Então, o povo deve está presente em todos os eventos que decidirão o nosso futuro e o futuro das próximas gerações.
    Fiquei reparando uma coisa muito triste na conferência de hoje. Não havia um representante legítimo da população, ou seja, o prefeito e os vereadores, que são os que mais conhecem os problemas da cidade, ou, deveriam saber, para ajudar no desenvolvimento das propostas que serão enviadas para as instancias superiores.
    Essa atitude mostra claramente que os interesses de nosso município estão sempre em segundo planos para eles. Pois, sempre eles têm outros compromissos que alegam ser mais importantes que o desenvolvimento do município e o bem estar da população.
Alex Silva

terça-feira, 13 de março de 2012

ABSURDO A SAÚDE NO RECÔNCAVO BAIANO!


                 Cruz das Almas tem o pior de atendimento pelo SUS do Recôncavo Baiano
                 Cruz das Almas tem o pior atendimento pelo SUS do Recôncavo Baiano, de acordo com dados do Ministério da Saúde, fruto do primeiro levantamento feito pelo Índice de Desempenho do Sistema Único de Saúde, que foi criado pelo governo para medir a qualidade do sistema de saúde brasileiro. A média nacional registrada foi 5,47, abaixo da nota ideal estabelecida como 7,0, que não foi alcançada por nenhum dos vinte e seis estados brasileiros, nem pelo Distrito Federal. A Bahia aparece como o 13° estado brasileiro em qualidade do SUS, com 5,39, nota bem abaixo da média nacional. Entre os municípios da região do Recôncavo, Cruz das Almas aparece com o pior desempenho, com média 4,84, enquanto a cidade presépio, São Félix, obteve nota acima da média nacional 6,70, a maior nota do estado, a quinta maior do nordeste. Na região destacam-se positivamente Governador Mangabeira 6,29 e a pequena Dom Macedo Costa 6,21.
Confira a lista completa:
 CIDADES                                                                                        NOTAS
SÃO FÉLIX                                                                                        6,70
CONCEIÇÃO DA FEIRA                                                                6,54
GOVERNADOR MANGABEIRA                                                 6,29
DOM MACEDO COSTA                                                                6,21
CACHOEIRA                                                                                    6,08
CABACEIRAS                                                                                  5,80
SÃO GONÇALO DOS CAMPOS                                                 5,79
SAPEAÇÚ                                                                                         5,79
CASTRO ALVES                                                                              5,77
MURITIBA                                                                                       5,76
SANTO ANTÔNIO DE JESUS                                                     5,67
CONCEIÇÃO DO ALMEIDA                                                        5,60
SANTO AMARO                                                                            5,33
SÃO FELIPE                                                                                     5,15
AMÉLIA RODRIGUES                                                                   5,01
MARAGOJIPE                                                                                 4,95
CRUZ DAS ALMAS                                                                        4,84
                
Apesar da nota acima das de muitas cidades, a nossa Sapeaçu faz parte desse mau exemplo de cuidados com o bem estar do povo pobre. Visto que os nossos representantes políticos não utilizam o SUS para cuidar de sua saúde e de seus familiares. É triste ver dados como esses e nossa cidade fazer parte dele.
           Em Sapeaçu os postos de saúde sem médicos, e, quando tem médicos, as pessoas para serem atendidas  têm que enfrentar filas gigantescas e tumultos absurdos, além de ter que acordarem 2 horas da madrugada para poder pegar fichas na maternidade.
No ano passado Sapeaçu teve para a saúde um orçamento de 6.438.525,00 (seis milhões quatrocentos e trinta e oito mil quinhentos e vinte cinco reais). Com uma verba dessa, se o prefeito e seu secretário quisessem, faria um ótimo trabalho na saúde que nossa cidade poderia está como referencia nessa lista.
O que falta é boa vontade desses administradores para fazer o bem para o povo pobre de nossa cidade que tanto precisa.
É triste ver o sistema de saúde em nosso país servir como manobra para políticos se perpetuarem no poder.
                           ALEX SILVA

segunda-feira, 12 de março de 2012

CAMINHADA ECOLÓGICA EM SÃO FILIPE

2ª Caminhada Ecológia dessa vez na mata do morro em São Filipe.

Indo em direção ao morro

No pé da serra!

Começando a trilhar!

Em busca do desbravamento!

Começando a subir!

As crianças em contato com a natureza!

O peredão!

A pedra!

Os desbravadores do morro!

A subida a parte mais alta do morro!

Nas nuvens!

A chuva chegando para deixar mais emocionante a caminhada dentro da mata encima do morro!

Aranha gigante!

Colocando nas crianças o esperito ecológico, para que elas possam preservar o meio ambiente!

Um poço na pedra!

Eu, minha filha e meu brother Val deixamos nossos nomes na árvore que todos os que ali chegaram no topo do morro, deixaram os seus.

Mata fechada mesmo!

Perdido na mata, até que enfim achamos a saída!

Árvore gigante!

Bela paisagem!

As crianças empogadas no fim da caminha querendo saber quando será a próxima!

Descendo o morro!

Encima da pedra!

quinta-feira, 8 de março de 2012

DIA INTERNACIONAL DAS MULHERES

Hoje é um dia importante para a nossa vida. Pois, somos filhos de uma mulher. Sem elas nós não teríamos um porto seguro, estaríamos desgarrados sem nenhum equilíbrio e sem sustentação. Desde que nascemos à mulher já é fundamental na vida de cada um de nós. Quando crescemos outras mulheres surgem em nossas vidas. As namoradas e esposas, quando temos esposas surgem mais mulheres em nossas vidas as filhas. Eu por exemplo posso dizer que tive muita sorte na vida, sou cercada de mulheres e sei que elas são a minha base. Só feliz em fazer com que cresça o número de mulheres no mundo, e sei que elas que um dia conseguirão mudar a realidade tão dura de nosso país. Abraço a todas as mulheres e que elas possam ser cada dia mais respeitada por nós.  


Alex Silva